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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"Yoga no Matu" - Retiro de Yoga no Vale do Matutu


Namaste!

E com muita gratidão e alegria que convido você a participar do retiro “Yoga no Matu”, no Vale do Matutu, MG. Uma vivência de restauração e reintegração com a natureza.


Marque um encontro consigo mesmo num Retiro de Yoga e Meditação para restaurar as energias, relaxar, aprofundar a prática de estar presente, cultivar o silêncio e se reintegrar com a natureza.
A programação inclui praticas de yoga e meditação, yoga restaurativa, yoga em dupla/acroyoga, oficina de pranayama, caminhadas pelas trilhas, banhos de cachoeira, alimentação saudável vegetariana, tempo livre e musica ao redor da fogueira.
Situada nas montanhas do majestoso Vale do Matutu, a Pousada Patrimônio do Matutu é um verdadeiro santuário natural e um local perfeito para praticas de yoga. A Pousada oferece acomodações confortáveis e de muito bom gosto. Por não ter energia elétrica (iluminação apenas a luz de velas) e nem sinal de celular, o lugar nos convida a vivenciar o momento presente e inspira o mergulho interior.
Por ser um local de preservação máxima da natureza, veículos motorizados ficam no estacionamento (gratuito), a 1.800 metros da pousada, e o transporte de bagagens (e de pessoas, se for o caso) é feito em lombo de burros.





Data: 15/01 a 17/01 de 2016.

Onde fica: Pousada Patrimônio do Matutu – Vale do Matutu, Aiuruoca – MG.

O Vale do Matutu fica a aproximadamente 380Km de São Paulo, 420Km de Belo Horizonte e 360Km do Rio de Janeiro, sendo 17Km de estrada de terra (de Aiuruoca até o Matutu).

Protegido pela Fundação Matutu, está localizado dentro da APA Mantiqueira, área declarada pela UNESCO como reserva da biosfera da Mata Atlântica. Um santuário de fauna e flora, com muitas espécies endêmicas e em risco de extinção, que faz limite com o Parque Estadual da Serra do Papagaio e o Parque Nacional de Itatiaia.

Investimento:
O valor inclui hospedagem, refeições, toda a programação e uma apostila com todo o material abordado.

Inscrições ate 07/12/15
Quarto compartilhado - R$750,00 parcelado em 2x (desconto a vista R$700,00)
Quarto individual – R$850,00 parcelado em 2x (desconto a vista R$800,00)

Inscrições de 08/12/15 a 07/01/16
Quarto compartilhado - R$800,00 parcelado em 2x (desconto a vista R$750,00)
Quarto individual – R$900,00 parcelado em 2x (desconto a vista R$850,00)

*** 2a parcela ate dia 07/01 de 2016.
*** Alunos "Viver Yoga" e "Blyss Yoga" tem R$50,00 de desconto.

Dados bancários para depósito:
Bradesco
Bruna Monteiro Sakanoi
conta: 1002746-2
agência: 0571
CPF: 060.722.147-03
*** Envie o comprovante para o e-mail embraceyoga@gmail.com para garantir sua vaga.


Transporte: 
O transporte não esta incluído no valor do retiro.
Podemos dar auxilio nessa questão criando uma rede de carona entre os participantes. 
Caso haja a demanda, podemos também contratar um serviço de transporte feito por uma van que ira sair de Copacabana. O valor vai depender do número de pessoas.

Para quem for de carro:

Saindo de São Paulo
De São Paulo até aqui existem dois caminhos, cerca de 350 km:

a) Pela Dutra: depois de Cachoeira Paulista, entra na rotatória de Cruzeiro siga pela 1.ª saída para a rampa Rod. Hamilton Vieira Mendes continue até Estr. Mun. Cachoeira Paulista - Cruzeiro segue pela via que passa ao lado desta cidade em direção à Itanhandú, Passa Quatro, Caxambu, Aiuruoca.

b) Pela Fernão Dias: 20 km após a entrada de Pouso Alegre/Sta Rita do Sapucaí, siga até o Km 322 (saída p/ Heliodora, Natércia e Circuito das Águas, via MG-456) vá até Lambari, pegue a saída p/ Caxambu, BR-267, sentido Juiz de Fora é um caminho mais curto porém com menos sinalização. Outra opção é seguir até o trevo de Campanha, entrada 775 A na placa de indicação: "Circuito das Águas-MG" dali siga até Caxambu, faça a rotatória na entrada da cidade pegar em direção à Juiz de Fora que é a estrada que sai em Aiuruoca.

Saindo do Rio de Janeiro
Para quem vem do Rio de Janeiro (320 km), o melhor caminho é pela BR-040, subindo a serra de Petrópolis e depois entrar na BR-267, na altura de Juiz de Fora, sentido Lima Duarte-Ibitipoca, Caxambu e Circuito das Águas. O caminho mais curto porém mal sinalizado é entrar em Volta Redonda na primeira entrada da Dutra, seguir até o Supermercado Rosado (10 km), no sinal virar à esquerda no sentido Aterrado/ Estadio da Cidadania,seguir sempre pela principal, passar pelo viaduto, ponte Hospital Evangélico, entrar no bairro Voldac e depois pegar trevo para Santa Cruz mais 4 km até Santa Rita do Zarur, 38 km até Santa Isabel, 12km até Santa Rita do Jacutinga, 38 km até Bom Jardim de Minas, sendo 34 km de asfalto e 4km de terra. De lá até o trevo de Aiuruoca 59 km, mais 10km até a Igreja Matriz de Aiuruoca.

De Aiuruoca até o Matutu
Entrar na cidade e seguir pela mesma rua que é a principal até no fim onde começa a estrada de terra, 17 km até o Matutu, cerca de 40 minutos. Após 7km  entrar à direita numa bifurcação que tem a indicação MATUTU, andar 10 km e chegar no Casarão do Matutu.

Do Casarão ate a Pousada
Ao chegar no Casarão do Matutu, os veículos ficam estacionados, em segurança, e as bagagens são transportadas em animais de carga. Um condutor virá acompanhar a caminhada  de aproximadamente 30 minutos até o Patrimônio. O caminho, entre relvados e riachos do vale, é plano  na maior parte do trecho, tendo-se que, perto da chegada, subir a colina  aonde está a Casa de Hóspedes. Para quem preferir, é possível utilizar cavalos no percurso.



Acomodações:
Os quartos são confortáveis com capacidade de 2 a 3 pessoas e vista para a Cachoeira do Fundo.  Contam com camas box, suave iluminação a luz de velas e o banheiro exclusivo, também com vista para a cachoeira, é equipado com deliciosa ducha com aquecimento de água a gás. O estilo dos aposentos remetem a simplicidade e beleza dos refúgios monteses, com móveis, assoalho e teto de madeira.
Refeições:
A alimentação é lacto vegetariana, com muitos ingredientes orgânicos e locais.
Por favor, informe caso tenha alguma restrição alimentar.

Massagem:
Nosso evento tem parceria com o Spa Aroma do Vale. Em breve teremos uma lista de terapeutas e os horários disponíveis e o agendamento poderá ser feito diretamente conosco. Os atendimentos são cobrados por fora.

Consulta/Analise Ayurvedica:
Analise com o Terapeuta Ayurveda Yoga Pati Das. O atendimento e cobrado por fora. 

O que trazer
:
É aconselhável trazer um bom livro, boné ou chapéu, protetor solar, repelente, lanterna, roupa de banho, agasalho, tênis ou bota de caminhada e roupas confortáveis.

Facilitadora:
Bruna Sakanoi e professora de Yoga, Praticante de Reiki e Massoterapeuta. Se formou pela escola Cloud Nine Yoga na Califórnia, onde viveu durante 16 anos. Participou de cursos intensivos de formação na Califórnia com Erika Faith Calig (Cloud Nine Yoga), Erich Schiffmann (Free Form Yoga), Seane Corn (Vinyasa Flow Yoga), Julian Walker (Open Sky Healing Arts) e Hala Khouri. Se formou em Massoterapia pela IPSB – Institute of Psycho-Structural Balancing. Bruna e registrada pela Yoga Alliance Americana.

Professores Convidados:
Camila Reis (Viver Yoga)
Yoga Pati Das (Terapeuta Ayurveda)


Programação:

15/01 (Sexta)
07:00h – Saída do Rio de Janeiro
12:30h – Chegada na Pousada do Patrimônio do Matutu /Chegar e se organizar nos quartos
13:30h – Almoço vegetariano
15:00h – Introdução/Circulo de abertura/Instrução
17:00h – Aula de Yoga Restaurativa
19:30h – Jantar vegetariano a luz de velas
21:00h – Meditação ho’ponopono
21:30h - Recolhimento

16/01 (Sábado)
07:00h – Aula de Yoga
08:00h – Café da manha
09:00h – Trilha ate a Cachoeira do Fundo
14:00h – Almoço vegetariano (+ descanso, tempo livre, massagem)
17:30h – Oficina de Pranayama (técnicas de respiração)
19:30h – Jantar vegetariano a luz de velas
21:00h – Musica ao redor da fogueira
22:00h – Recolhimento

17/01 (Domingo)
07:00h – Oficina de Yoga em Dupla/AcroYoga (básico)
09:00h – Café da manha
10:30h – Circulo de fechamento
12:30h – Almoço vegetariano
14:00h – Partida 
Inscrições: embraceyoga@gmail.com (Bruna Sakanoi)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Navasana - Posição do Barco

Foto por Daniel Baron

Em Navasana (posição do barco), seu corpo imita a forma de um barco.
No corpo físico este asana fortalece os músculos das costas e músculos abdominais, melhorando dores na região lombar. Também tonifica os quadríceps, flexores de quadris, piriforme e coluna vertebral. Estimula o sistema digestivo, rins, tireóide, próstata e intestinos.
Na corpo mental aumenta foco e concentração.
No corpo emocional, estimula o chakra umbilical plexo solar (Manipura), aumentando a auto-estima e confiança.

Navasana representa resistência e vitalidade. Ele nos ensina a respirar durante os desafios em nossas vidas, permanecendo forte em nosso núcleo... em nosso ser interior.

Contra indicado em casos de problemas cardíacos, asma, pressão alta, insônia, dores de cabeça, lesões na lombar, diarréia, período menstrual, gravidez e cirurgias recentes na região abdominal.  Consulte um médico antes de iniciar a prática de ásanas.

Execução
1- Sente-se no chão com os ísquios (ossos do assento) enraizados, joelhos dobrados apontados para o teto, pés afastados na largura do quadril com as solas dos seus pés no chão. Coloque as mãos embaixo das coxas.
2- Levante os dedos dos pés do chão, se apoiando nos calcanhares. Ative o abdômen, mantenha a coluna reta e o peito aberto, e comece a tirar os calcanhares do chão, mantendo os joelhos flexionados, inclinando-se e transferindo o seu peso para trás. Lembre sempre de manter os ísquios como sua base de apoio, e não o cóccix.
3- Estenda os braços para frente firmemente deixando-os ao lado das pernas e paralelos ao solo e ativando ate as pontinhas dos dedos das mãos, puxe os ombros para trás e mova as escápulas para baixo e em direção ao peito,  e para completar estique e ative as pernas levantando seus pés acima do nível dos olhos.
Se ainda não for possível manter as pernas estendidas, deixe seus joelhos levemente flexionados. No início, mantenha a pose por 10-20 segundos. Gradualmente aumente o tempo de permanência.
4- Para sair da pose, dobre os joelhos e coloque os pés de volta no chão.

Durante a execução de Navasana, recite em silencio a seguinte afirmação: 
Dentro de cada respiração, reside o poder infinito.

Boa pratica!  
Om Shanti!!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Novas Aulas de Hatha Yoga em Copacabana

Queridos amigos, Namaste!

Fico feliz em anunciar que em breve iniciaremos um novo horário de Hatha Yoga no estúdio Antaryamin em Copacabana.
Em meio a todo o barulho e ritmo corrido da cidade, o Antaryamin e um espaço intimo, aconchegante e sereno... um santuário de paz para que todos os tipos de pessoas possam se re-conectar com seu centro de equilíbrio. 
Comece o seu dia bem! Venha fazer uma aula experimental antes do trabalho!

As aulas acontecerão toda segunda e quarta-feira de 8:00h as 9:00h.

Entre em contato para mais informações:
(21)98899-9642 - Bruna
(21)3201-1355 - Patricia 

Antaryamin - Centro de Yoga e Terapias 
R. Francisco Sa, 31 - Copacabana RJ, 22080-010
www.antaryamin.com.br


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Era uma vez, a cinco mil anos atrás...



A Índia já se encontrava intensamente povoada e possuía muita cultura e riqueza, fato que acabou por atrair muitos invasores durante toda sua história. Seu solo “espiritual”, terra sagrada, deu nascimento a inumeráveis sábios, rishis, yogllins, santos e profetas. O colorido das flores que enfeitam todo o país esta representado na delicadeza dos tecidos de vivas, estampadas de forma harmoniosa e artística; o perfume dos incensos que são ofertados às divindades impregna toda a atmosfera desse lugar de misticismo e paixão e os sons que ecoam dos templos em forma de cânticos devocionais inspiram os rituais que ocorrem principalmente durante o nascer e o pôr-do-sol.
Mas a Índia é, antes de mais nada, a pátria-mãe do yoga. Lá existe uma imensidão de escolas, templos, mosteiros e clínicas que pesquisam, ensinam e aplicam o tratamento de Yoga. A história do Yoga se perde no tempo. Sabe-se, no entanto que essa filosofia-religião é a soma da evolução de várias épocas e hoje representa uma prática muito difundida no mundo todo. No Ocidente, porém, são poucos aqueles que conhecem mais profundamente o  yoga, contentando-se somente em exercitar suas posturas (asanas).
Antes da prática, portanto, é indispensável  se compreender o yoga em sua totalidade – as posturas e teorias -, buscando dessa forma atingir o objetivo primeiro do yoga: A Evolução Humana.
O SIGNIFICADO DO YOGA

A Palavra Yoga vem da raiz sânscrita yuj, que significa atrelar, unir juntar; portanto, uma boa tradução para a palavra Yoga é união. Para o praticante utiliza-se o termo yoguin (lê-se yôguin), ou yoguini quando se tratar da mulher.
Conceitualmente o praticante de Yoga - também conhecido como sadhaka ­aspira atingir três estados: A união consigo mesmo, com os demais seres e com o absoluto.
Neste sentido esta filosofia milenar ultrapassa os anseios daqueles que desejam o Yoga somente para manter a forma ou acalmar os nervos e coloca o praticante diante de um universo de autoconhecimento que essas técnicas milenares propiciam, podendo levar o ser humano à sua plena realização.
O Yoga aponta ao mesmo tempo para dois pontos: o objetivo (a união) e o método (a unificação). Yoga é um termo usado, geralmente, para designar uma técnica ascética, um método de contemplação. Toda definição que não seja essa somente servirá para uma espécie particular de Yoga.
O Yoga preocupa-se com a "realização" efetiva e não com a especulação: por isso ele é a via, o método por excelência, que inclui a totalidade dos meios que devem ser empregados. E na medida em que fazemos uma distinção entre diferentes métodos (mais adaptados a este ou aquele tipo psicológico), seremos levados a falar, num sentido secundário, dos diferentes Yogas: cada Yoga é uma das principais vias correspondentes às aptidões básicas da natureza humana. Cada indivíduo é livre para escolher a forma de Yoga que melhor se adaptar a seu caráter, suas aspirações e suas capacidades, ou pode, a seu gosto, recorrer a uma combinação particular destas diferentes formas.
O Yoga ocupa-se do homem tal como ele se apresenta em seu modo de ser habitual: mutável, diverso, contraditório, incoerente, disperso, cego e lhe propõe um ajustamento progressivo visando culminar num perfeito domínio de seu veículo psicofísico. Tal ajustamento, integração, colocam-no na posse de si mesmo e lhe permite, segundo esta filosofia, conquistar um estado incomparavelmente superior à sua condição atual, com o qual não ousa sequer sonhar: o estado absolutamente incondicionado, livre de todas as limitações, que a tradição indiana denomina "liberação" (moksha) quando o compara às formas ilimitadas de existência, e "união" (Yoga), quando se refere ao princípio supremo.

O TERMO YOGA 
Yoga é uma palavra masculina, e na lndia, bem como no sânscrito, pronunciasse o Yoga, com a letra "o" fechada.. ("Yôga"). É comum encontrar a palavra Yoga escrita com "I", ou referida no gênero feminino, pois já foi vemaculizada nos dicionários de língua portuguesa como Ioga.

ORIGEM E MÉTODOS DE YOGA

A origem do Yoga, segundo lendas mitológicas, remonta à vinda dos deuses ao planeta Terra e aqui o deixaram para que o ser humano evoluísse e transcendesse a sua condição humana. Outras teorias propõem que o Yoga tenha pertencido a uma antiga cultura já extinta,
semelhante à dos antigos lemurianos e atlantes. Existe ainda o conceito de "inconsciente coletivo", que foi bastante reforçado pelo psicólogo suíço Cad Gustav Jung, e que nos parece, de todos os conceitos sobre a origem doYoga, o que melhor se compatibiliza com o fato de que o Yoga não pertence a um determinado momento do "tempo" ou "espaço".

Mitologicamente, o Yoga foi cantado nos Puranas (fábulas e lendas), que afirmam que certa vez o Deus Shiva (um dos aspectos da trindade hindu) ensinava sua esposa Parvati as posições: (asanas) do Yoga a beira de um lago e um peixe (matsya) que observava Shiva e Parvati praticando os exercícios, os imitou e evoluiu até se transformar em Homem.
O Yoga propriamente começa a partir do momento em que há a "parada dos pensamentos" (Yoga chitta vritti niroddhah) e o praticante passa a desfrutar da meditação (dhyana) e atinge o objetivo máximo do Yoga, controlando a vontade, suprimindo totalmente os movimentos, mecanismos e modificações da psique. Atinge-se, dessa forma, não somente a suspensão das ideações, como também a libertação dos estados condicionados da consciência, tendo-se, a partir de então, controle sobre as atividades do espírito. Sendo assim, a parada total das atividades mentais possibilita ao praticante atingir a consciência absoluta e incondicionada.
Segundo a tradição hindu, este estado "não-mente" ou "não-pensar" será entendido como meditação ou contemplação (insight) e os antigos sábios (rishis), protegidos pelos Deuses, tiveram a intuição direta "daquilo que é ouvido" (a tal processo denominou-se sruti). Esta é a forma mais pura e verdadeira da transmissão, escrita nos Vedas (Livros da Sabedoria), que se dividem em 4, ou seja: Rig Veda, Sarna Veda, Yajur Veda e Atharva Veda. Nestes Iivros sagrados já se encontram citações sobre o Yoga nos Upanishads (ensinamentos místicos). É a Patanjali que se atribui a codificação do Yoga no fim do terceiro século antes de Cristo.

Ele confessa no capitulo I, versículo 1 do Yoga-Sutra que, em suma, sua tarefa foi somente a de editar e corrigir as tradições doutrinárias e técnicas do Yoga (Atha Yoganushasanam). Contudo, foi graças a Patanjali que o Yoga passou a ser um sistema filosófico (darshana) na Índia e para o resto do mundo. Entretanto, o Yoga é bem anterior a Patanjali e já tinha sido citado nos Vedas (Upanishad) e nos Shastra (compêndios) tântricos mais antigos. Portanto, quando nos referimos a Patanjali estamos falando do Yoga clássico que surgiu por volta do séc. IV antes de Cristo. Entre o período clássico e pré-clássico surge um vácuo, que será preenchido pelos três Yogas que descrevemos a seguir, conforme propõe o livro sagrado Bhagavad Gita.

BHAGAVAD GITA
Bhagavad Gita esta para a Índia assim como o Evangelho de Jesus esta para o Ocidente. Este Iivro faz parte de um Itihasa, ou melhor, uma grande epopéia chamada Mahabharata que descreve uma batalha e o  Bhagavad Gita, por sua vez, é  um capitulo deste grande livro. Bhagavad Gita situa-se, portanto, no período pré-clássico do Yoga e afirma três caminhos (Yogas) para a liberação: Jiiana (do conhecimento), Karma (o da ação) e  Bhakti (dá devoção). Isto esta de acordo com a idéia de que o Homem e uma unidade de cabeça, mão e coração, ou os aspectos cognitivo, volitivo e afetivo:
1 - O Yoga do conhecimento (Jiiana Yoga)
 Fundamenta-se sobre o discernimento, a intuição de discriminação. As disciplinas yôguicas tem um valor instrumental para restabelecer o espírito em sua pureza inata e permitir, assim, que o conhecimento resplandeça, abolindo para sempre a ignorância congênita, que consiste em ''tomar o que é impermanente por permanente, o que é impuro por puro, o que esta entremeado de sofrimento por felicidade e o que não é o EU, pelo EU verdadeiro. Esse conhecimento que brota da discriminação trata-se e de um método autônomo e completo para atingir a liberação. O Jnãna Yoga requer altas qualificações por parte do discípulo, como acuidade mental e intelectual, capacidade de raciocinar e um conhecimento profundo das escrituras. Às vezes, Jñana, também e empregada para expressar a mais elevada iluminação produtora da verdade, mas no composto Jñana Yoga e usado no sentido de investigação intuitivo­-filosófica, ou discernimento (Viveka).
2 - O Yoga da Ação (Karma Yoga)
Consagrado ao homem na sociedade, aquele que está engajado na ação e ligado por toda sorte de responsabilidades. Deveria então este homem tudo largar, abandonar seus hábitos, para dedicar-se ao Yoga? E o Karma Yoga nos dá a resposta. O homem deve entregar-se de corpo e alma ao trabalho, sem querer os "frutos". Muitas pessoas se afastaram do Yoga porque achavam que tinham que renunciar a tudo e o Karma Yoga evita esta perigosa dicotomia entre contemplação e ação, que tenderia a fazer do Yoga um fenômeno no excepcional e raro, fora do domínio da vida comum. Em poucas palavras, Karma Yoga significa: executar a ação que lhe cabe, sem apego, como diz o Bhagavad Gita (capitulo III, versículos 6 - 8 - 47):  
"Realiza a ação a ti prescrita, pois a ação é superior a inação, mesmo tua vida física não saberia sobreviver sem ação".
"Tens direito à ação, mas somente á ação, e jamais a seus frutos; que os frutos de tuas ações não sejam de modo algum tua motivação e, portanto, não permita em ti qualquer apego à inação."
Em outras palavras, o Karma Yoga tem como proposta executar tudo sempre com perfeição, por amor à coisa. Esta noção assegura ao Karma Yoguin a certeza de um bom futuro e uma boa memória do passado, pois caminha no presente pela ação desinteressada, cumprindo seu dever (dharma) com retitude e desapego aos frutos de seus atos.



3 - O Yoga do Amor (Bhakti Yoga)
A via da devoção, porém, não-emotiva ou sensual. A devoção torna-se uma forma de meditação, quando o intelecto do discípulo se une com o Senhor, em um conhecimento pleno de amor. Este amor e devoção têm uma potência espiritual interna que eleva o Bhakti Yogui e se converte em uma forma sutil de conhecimento do Divino. O devoto sente uma paixão crescente pelo Divino, e isto, segundo esta linha de Yoga, ajuda a romper uma barreira após a outra entre o Divino e ele. Este amor crescente culmina na visão do cosmos penetrado e saturado pela realidade transcendente. Quando o divino e o devoto se aglutinam no uno tudo se transforma em supremo amor. O Bhakti é tradicionalmente visto como o caminho mais fácil para a liberação. O verdadeiro bhakta, ou devoto, não vê nada exceto o amor, não ouve nada exceto sobre amor, fala somente de amor e pensa apenas no amor.

YOGA CLÁSSICO ou RAJA YOGA (PATANJALA YOGA)
E importante ressaltar de que nesta época (por volta de 360 a.C.), diversas linhas do Yoga, baseadas no Jñana, Karma e Bhakti já tinham sido influenciadas pelas várias escolas filosóficas da época, e que por este motivo sofreram toda sorte de ramificações conforme as interpretações dos pensadores daquele período. Sendo assim, acabaram surgindo inúmeros métodos e sistemas de Yoga. Patanjali, ilustre sábio da época,elaborou o Raja Yoga em um livro chamado Yoga Sutra, na tentativa de concentrar a diversificação dos métodos do Yoga e, assim, a partir dos aforismos do Yoga (Yoga Sutra), um novo período nascia;, o Yoga Clássico que descrevemos a seguir:

ASHTANGA YOGA: Ashtanga Yoga ou os oito passos (etapas) de evolução do ser humano para que este possa transcender esta condição (humana) e tomar-se uno com o Absoluto, portanto, Divino.
I - Yama (refreamentos):  Ahimsa (não violência); Satya (não mentir); Astey (não roubar); Brahma­charya (abstinência); Aparigraha (não cobiçar).
II - Niyama (observâncias):  Saucha (purificação); Santosha (contentamento); Tapas (esforço sobre si mesmo); Svadhyaya (estudo); Ishvara­Pranidan (entregar-se a Deus).
III - Asana (posições)
IV - Pranayama - (domínio da respiração)
V - Pratyahara - (retração dos sentidos)
VI - Dharana - (concentração)
VII - Dhyana - (meditação)
VIII - Samadhi (iluminação)

Yamas & Niyamas
Yama e Niyama constituem a base fundamental a qualquer tipo e pratica de Yoga, sem esses pré-requisitos, a evolução no Yoga arrisca-se a ser instável, interrompida ou pervertida.
Os Yamas são em numero de cinco, e a devida observação nos coloca em condições de "controle" em relação ao próximo.
1 -Ahimsa: "não querer infligir nenhum mal a nenhum ser vivo".
2 -Satya: "não desviar da verdade, portanto não mentir".
3 –Asteya: "não aproximar-se ilegalmente daquilo que não nos pertence".
4 -Brahmacharya: "a continência, caminhar com Brahma, viver com o sagrado" .
5 -Aparigraha: "não ser possessivo, não cobiçar" .

Os Niyamas também são em numero de cinco, e sugerem que o praticante ao contrário dos Yamas, "não se controle" e manifeste as qualidades positivas e construtivas que visam a organização da vida interior, pessoal.
1 - Saucha: a pureza, a purificação do corpo e mente
2 - Santosha: contentamento, alegria interior.
3 - Tapas: austeridade, autodomínio, esforço sobre si mesmo.
4 - Svadhyaya: estudo de si mesmo, auto-análise, estudos sobre as sagradas escrituras.
5 - Ishvara Pranidan: auto-entrega, consagração a Deus, oferenda de todas as ações a Deus.


Asana: corresponde as posições psicofísicas, a expressão corporal do Yoga, a terceira etapa ou passo do Yoga de Patanjali. Patanjali, que define estas posições como "estáveis e agradáveis", e quando isto acontece o yoguin (i) atinge seu objetivo.
Pranayama: O dominio da bioenergia, conseguido pelo controle da respiração. É muito mais do que um simples exercício respiratório; trata-se do controle da energia vital (prana) através da respiração. A respiração pode ser voluntária ou involuntária; entretanto, no caso do Yoga, o praticante deve estar consciente da  sua respiração. 0 princípio que justifica esse esforço decorre da constatação da íntima relação existente entre a respiração e os estados psíquicos. A  respiração do homem comum corresponde ao seu estado de espírito flutuante e disperso. O yoguin (i) começa por excitar-se e respirar lenta e regularmente, aplicando-se para que cada expiração e inspiração sejam as mais longas e mais profundas possíveis, com paciência e sem forçar. Considera-se o pranayama como a mais elevada forma de ascese, que purifica o homem de todas as impurezas e alimenta a chama do conhecimento.
Pratyahara: corresponde à abstenção dos sentidos, ao retraimento dos sentimentos e emoções do mundo exterior. A dificuldade de concentração do homem comum no seu objetivo, ou seja, a ausência da meditação,ocorre porque a mente se dispersa e gera sensações. Liberar-se da sujeição dos sentidos é de importância primordial para o praticante, pois são os poderosos impulsos dos sentidos que constantemente agitam e submergem os espíritos.
Depois desses cinco primeiros passos que descrevemos até agora, segundo os princípios do Yoga, o yoguin ( i) consegue alcançar as exigências éticas dos Yamas (refreamentos): dominio das emoções e pensamentos desordenados pela observância, o controle dos tormentos e agitação causada pelo corpo, por meio do Asana (as posições), a moderação das perturbações provenientes de um fluxo insuficiente ou irregular das forças vitais, pelo Pranayana (domínio da bioenergia) e o combate às distrações provenientes das impressões sensoriais pelo Pratyahara (abstração ou retraimento dos sentidos). Após dominar estes cinco primeiros passos, segundo os conceitos desta filosofia, o yoguin (i) encontra-se em condições de prosseguir para realizar o verdadeiro Yoga.
 Dharana: È o focal da consciência, a concentração.
"Ao espírito vagabundo, inquieto, do homem que desejaria sondar os segredos da terra e analisar os mistérios dos céus, o Yoga ensina que a verdade não pode ser conhecida senão permanecendo-se fixo sobre um único ponto." O yoguin (i) exercita-se para adquirir a capacidade de estreitar cada vez mais o foco de sua atenção, que se denomina Ekagrata, ou fixação da atenção num só ponto. Quando a atenção esta perfeitamente centrada e imóvel, a concentração (dharana) é atingida.
Dhyana: trata-se do estado da meditação, de contemplação (o não pensar), que pode ser atingido quando o yoguin (i) intensifica a sua concentração a ponto de se fundir no objetivo da sua focalização. No estado anterior (Dharana), o praticante necessita de um objeto para concentrar a sua mente dispersa, enquanto que na meditação, observador e observado se tornam unos, não ocorrendo mais separação causada pela análise do objeto. A meditação é o caminho da contemplação, pelo não envolvimento mental. Quando o controle sobre a atenção se consolida, os inumeráveis pensamentos e distrações que intervinham e se imiscuíam no espírito, frustrando-o em sua concentração, diminuem de freqüência e de importância, e a partir dai, a lucidez do yoguin ( i) se intensifica, eliminando toda a sonolência, dissipando toda bruma mental, toda sombra, toda reserva, revelando o objeto numa claridade direta e fixa.
Samadhi: É iluminação, o estado de plena consciência e auto-realização; uma espécie de ruptura que propicia o aparecimento de uma forma de consciência de natureza iluminadora; quando a luz da consciência, a intuição espiritual se revela. O yoguin (i) atinge a concentração inquebrantável, e perde de vista sua identidade individual, seu espírito torna-se uno com a natureza essencial do objeto meditado, e a dualidade sujeito-objeto parece abolir-se.
Os três últimos passos que acabamos de descrever são conhecidos como Samyama (Dharana, Dhyana e Samadhi) e constituem - alicerçados nos primeiros cinco passos - a condição indispensável para a perfeita evolução do praticante de Yoga, segundo a proposta de Patanjali ou Ashtanga Yoga, também denominado Yoga Clássico. Yoga e uma filosofia de vida essencialmente técnica e prática...

A PREPARAÇÃO PARA A PRÁTICA
- A hora ideal para a pratica do Yoga é ao amanhecer e ao entardecer.
- Pratique em ambiente com boa ventilação (ao ar livre, por exemplo).
- A luz azul e relaxante, porem a prática à meia luz é também adequada. 
- O uso de pouca roupa favorece a respiração cutânea e desimpede o corpo, deixando-o livre para os movimentos.
- Use roupas folgadas e confortáveis, de cores leves e claras, nunca preto.
- Evite material sintético, relógios e objetos de metal.           .
- E aconselhável efetivar a prática com o estômago vazio.
- Procure tomar banho até 15 minutos antes da pratica e nunca após.
- Deve-se evitar bebidas alcoólicas, fumo e estimulantes em geral.
- O iniciante, mesmo quando entusiasmado com a prática, deve evitar excessos. Práticas de uma a duas horas por dia são suficientes.
- Pratique diariamente, sempre à mesma hora. "Seja regular em suas práticas!"

CHAKRAS
Segundo os hindus, existem sete chakras ou padmas (flor de lótus) que devem ser considerados como os mais importantes. A palavra chakra significa roda ou vértice de energia, ou seja, pontos ao longo dos meridianos, ou nadis, que permitem a entrada ou saída de energia em nosso corpo sutil. Os chakras estabelecem uma relação direta entre o macrocosmo (universo) e o microcosmo (corpo físico) através da interação do prana ou energia vital. O objetivo principal do Yoga é a parada da mente, processo este somente alcançado pelo yoguin (i) quando sua energia básica, situada na base da coluna, se desperta e se eleva mediante o esforço do praticante, até o alto da cabeça, a sua real morada, ou reino dos céus.
Podemos dizer que toda a prática (sadhana) do Yoga visa o despertar e ascensão desta energia chakra por chakra. O chakra é formado de bioenergia, entretanto ele sempre tem um correspondente imediato nervoso e glandular no corpo físico. "As técnicas do Yoga procuram, portanto, uma desintoxicação do organismo através dos asanas (posições), pranayama (exercícios respiratórios), mantras (vocalizações), bandhas (contrações de plexos e glândulas), mudras (gestos) e shavasana (relaxamento), para liberar a energia."

OS PRINCIPAIS CHAKRAS 
1. Muladhara: situado na base da coluna é regido pelo elemento terra. Este chakra contém quatro pétalas e seu som (bijamantra) e LAM.
2. Svadhisthana: situado na região umbilical, é regido pelo elemento água e contem seis pétalas. Seu som e VAM.
3. Manipura: situado na região do plexo solar, é regido pelo elemento fogo. Neste chakra há dez pétalas e seu som é RAM.
4. Anahata: situado na região cardíaca, é regido pelo elemento ar, contem 12 pétalas, e seu som e YAM.
5. Vishudha: situado na região da garganta, é regido pelo elemento éter, contém 16 pétalas. Seu som e HAM.
6. Ajãna: situado entre as sobrancelhas, é regido pela substância mental, contém 2 pétalas, o seu som é OM.
7. Sahasrara:  situado no topo da cabeça (coronário) é regido pelo espírito.


(Texto de Claudia Fernandes, Professora de Linguagem de Movimento e Cientista Social)
NAMASTE! " O DEUS EM MIM SAÚDA O DEUS EM TI"