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terça-feira, 24 de abril de 2012

Oportunidades - Violetas na Janela


Esse e um trecho tirado do Romance Espirita que estou lendo... Violetas na Janela e um livro lindo, psicografado pela médium Vera Lucia Marinzeck de Carvalho.

"As dificuldades para uns são punição, para outros, oportunidades e estimulo para sua melhoria.
Todo sofrimento e quitação de débito do passado ou sofremos também por outros motivos?
Sofremos pelo débito do passado, mas nem sempre.  E incontestavel que hoje é consequencia do ontem. Mas também o hoje e causa do amanhã.  Se as circunstancias são adversas e se estou consciente de que posso transforma-las, elas ficam mais suaves. Oposição sempre teremos.  Vamos lembrar de nosso gigante gênio espiritual, Jesus de Nazaré, que nos disse: "Vinde a mim, todos vós que andais sobrecarregados, e eu vos aliviarei".  Para o homem insatisfeito com o que Deus lhe deu, toda dificuldade se torna castigo, martírio.  Já para quem procura compreender Deus, servi-Lo, ama-lo, as dificuldades são oportunidades para superar-se."

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Vida



Já perdoei erros quase imperdoáveis,

tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas 
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.

sábado, 10 de setembro de 2011

Normose

O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiado, seguidor fiel, ou discípulo de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

- Professor Hermógenes

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Conforto para a Alma - Mensagem de Sri Prem Baba ao Sangha


Gratidão a Patricia do Antaryamin Yoga Studio por ter feito esse texto chegar a mim.
Repassando…

Sri Prem Baba é um mestre espiritual iluminado brasileiro. Ele passa metade do ano na India e metade do ano aqui no Brasil. Para mais info. visite: www.prembaba.org.br


Amado sangha,
Alegrias!

Escrevo com a intenção de confortar sua alma; de transmitir bênçãos para iluminar o seu coração. O conforto chega através da lembrança do seu propósito e da compreensão a respeito do por que das coisas estarem acontecendo na intensidade e do jeito que estão acontecendo neste momento.  
 
Recordo-me que quando falava para você a respeito da grande transição planetária (especialmente em 2003 e novamente em 2008, quando anunciei os tempos que estavam por vir), onde convoquei os guerreiros da luz para a maior das batalhas já travadas neste planeta, poucos puderam me compreender. Hoje sei que muitos acreditaram que a batalha seria no mundo externo, na forma de catástrofes naturais, (terremotos, tsunamis, vulcões entrando em erupção, o mar invadindo a terra, o aquecimento global e seus efeitos...), crise ambiental, crise no sistema econômico, crise no sistema de abastecimento de alimentos e água e outras coisas do gênero. E mesmo aqueles que compreendiam que ela aconteceria no mundo interno, não poderiam imaginar a dimensão da intensidade. Nem eu mesmo tinha esta dimensão.
 
Hoje sabemos que, além dos reflexos do mundo externo, como todos esses citados acima e entre outros, o epicentro da grande batalha é dentro de cada um de nós. Uma verdadeira revolução da consciência está ocorrendo, na medida em que aspectos da personalidade transitam rumo à confiança e ao amor.  
 
Infelizmente tenho visto muitos dos meus amados guerreiros da luz, caídos com suas armaduras despedaçadas. Alguns feridos e tomados pelas forças contrárias. Alguns foram tomados pelo medo, ceticismo, orgulho, ódio, obstinação, luxúria, avareza, gula, inveja, ciúmes, mentira... E alguns, para fugir da batalha, amorteceram-se por detrás de máscaras, que foram resgatadas dos escombros, onde também foram encontrados velhos vícios que estão sendo utilizados para anestesiar a dor da transição. Sei que muitos, tomados pelas forças sombrias, perderam quase que completamente a esperança real de se livrarem da negatividade e dos vícios psicológicos, e que neste momento sentem que nada mais pode ser feito. Somente um milagre ou uma força que está além de vocês, poderá resgatá-los. Porém, ao mesmo tempo, duvidam da existência dessa força.
 
Alguns têm como vaga lembrança dos momentos em que estavam perto de mim, em algum de nossos especiais momentos de conexão, ou especialmente dentro do campo de prece no ashram na Índia. E tudo parece um sonho. 
 
Se você não se encaixa nesta descrição, ótimo! Jay Guru! Deus seja louvado! Conto com você para continuar no seu propósito e para me ajudar no resgate de seus irmãos.
 
Sinto que uma poderosa ferramenta de ajuda é não participar do correio da má notícia. Sugiro que você saia de todo e qualquer círculo de fofocas. A fofoca é um distúrbio para a alma. É uma conversa desnecessária, que geralmente é utilizada como amortecedor para a angústia de estar só. Evite ao máximo falar de terceiros na ausência dele. Minha sugestão é que se você estiver num grupo e este grupo começa a falar de um terceiro, afaste-se momentaneamente e que este gesto seja uma lembrança para todos.
 
Como Maharaj ji anunciou várias vezes: Dedique-se à prática espiritual. Mesmo que ainda sem tanta fé. Pare, sente-se e coloque o mantra na mente. Lembre–se do sol, da lua, das estrelas, da floresta, do vento, do mar. Lembre-se de alguma referência de Divindade e de conforto. Traga para a memória os momentos de samadhi. E na medida do possível cante e dance. Permita que a luz da celebração te resgate do vale sombrio da confusão. Se ainda é difícil cantar e dançar, então pinte, desenhe, expresse os sentimentos numa cartolina com toda a inteireza possível.
 
Vagarosamente você começará a se lembrar aonde você caiu e quem te derrubou. Ao identificar o padrão destrutivo, não dê muita atenção para ele. Apenas reconheça e não permita levar-se pelo encantamento, se não ele te pega de novo. A observação desapegada é o seu melhor instrumento. E talvez o seu principal inimigo seja o medo do êxtase (das coisas realmente se encaixarem na sua vida da forma correta, como Deus quer). Se este medo está atuando, é sinal que ainda existe apego a algum pacto de vingança não identificado. Ainda existe desonestidade agindo em você. Neste caso, identifique onde você não pode ser você mesmo. Onde ainda precisa usar uma máscara ou ser canal da destrutividade. 
 
Estes tempos sombrios vão passar, na medida em que você integrar a sombra e abandonar definitivamente o pensador compulsivo, colocando-se no momento presente.
 
O palco de toda esta batalha é a mente. Se a mente se aquieta, desaparece a batalha. Quando a mente se identifica com o tempo psicológico, novamente os terrores voltam, porque os condicionamentos voltam. A loucura volta. Independentemente do fato deste realmente ser tremendamente desafiador, muitos de vocês já têm condições de estar imunes à negatividade. Se você não se sente imune, trabalhe para conquistar esta equanimidade mental, pois é ela que lhe dá imunidade contra a negatividade.
 
Firmeza no propósito de servir a Deus, não aos caprichos do ego ou da criança ferida e egoísta. Lembre-se de renunciar ao fruto das ações.  Trabalhe para Deus e não para alimentar a vaidade. Permita que a sincera humildade floresça no seu coração. Abra mão de toda bazófia, de todo alarde e de toda necessidade de medalhas pelas ações ofertadas ao senhor. Que estas ações sejam a sua prática espiritual.
 
Quero lembrá-los que a sua arma nesta "batalha" é o amor que flui do seu nobre coração e o seu escudo é a presença. O conhecimento permite que até mesmo a ideia de batalha desapareça da sua mente.  
 

Com amor,
Prem Baba

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Kindness - Bondade


Antes de saber o que realmente é a bondade
você deve perder as coisas,
sentir o futuro se dissolver em um momento
como sal em um caldo enfraquecido.
O que você segurou,
o que você contou e cuidadosamente guardou,
tudo isso deve ser perdido para que você saiba
como a paisagem entre as regiões da bondade
pode ser desolada.
Como você anda e anda
pensando que o ônibus nunca vai parar,
os passageiros comendo milho e frango
vão olhar pela janela pra sempre.

Antes de aprender a gravidade tenra da bondade,
você deve viajar onde
um Índio em um poncho branco está
deitado morto ao lado da estrada.
Você tem que ver como poderia ser você,
como ele também era alguém que viajou durante a noite
com planos e uma simples respiração
que o mantinham vivo.

Antes que você conheça a bondade
como a coisa mais profunda no seu interior,
você deve conhecer a tristeza
como a outra coisa mais profunda.
Você deve acordar com a tristeza.
Você deve falar com ela até que a sua voz
alcance  o fio de todas as dores
e você vê o tamanho do pano.
Ai então a bondade
e a única coisa que faz sentido,
só bondade que amarra os laços de seus sapatos
e o lança para o dia
para enviar cartas e comprar pão.
Só a bondade que levanta sua cabeça
no meio da multidão do mundo para dizer:
“sou eu quem você tem procurado”,
e depois vai com você em todos os lugares
como uma sombra ou um amigo.

(Poema de Naomi Shihab Nye - Traduzido por Bruna Sakanoi)
Fotografia de Gregory Colbert - "Ashes and Snow"

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ritual de Conexão



Luzes de duas velas e de um pequeno abajur iluminam o quarto. 
O som de "Nature's Drums"... O Incenso espalha o aroma de Nag Champa.
As noites tem terminado com esses pequenos rituais.  Um ritual de conexão comigo mesma. As vezes danço um pouco, escrevo, medito, pratico, contemplo muitas coisas...
Aprendo a me amar mais e a me criticar menos...
Aprendo mais e mais sobre quem eu sou....

Como pode uma pessoa saber tanto e ao mesmo tempo não saber nada?
As vezes a contemplação começa a ficar mais excessiva, e a mente foge do presente.
As perguntas começam a ser muitas, e a clareza das respostas mais embassadas.
A percepção fica pequena quando a mente funciona a mil por hóra, e o ego começa a entrar em cena. Medos e insegurancas vem a tona. 


PAUSA! 
A mente precisa descansar.
Meditação é o meu remédio!
A mente tem a tendência de falar muito. 
O coração é diferente. Ele sente.
Com a mente falando, questionando, planejando, fantasiando, se preocupando, e criticando tanto... não tem como ouvirmos a intuição e a voz do coração.
A espontânea força criativa para de fluir.
Mais não podemos descartar o poder da mente.
Ela nos serve também, e muito bem.
O problema e quando ela tem mais controle que o coração.
Ambos só precisam ficar em harmonia.
Volte para coração! Volte para o amor e a compaixão!
Use a respiração como uma ferramenta para ancorar sua atenção no presente.
Vivencie o agora. As oportunidades se apresentam constantemente.
Oportunidades de curar feridas e manter o coração aberto.
Gosto de rituais que evocam o nosso mais profundo Ser... Trazem a essência da alma para a superfície da consciência, nos convidando a expressar seu brilho e esplendor.
Qual é o seu ritual? O que o ajuda na conexão com seu interior e no despertar de sua essência? A se apaixonar mais uma vez pela vida, mesmo com seus altos e baixos... 


Trabalhamos uns nos outros.
O que ainda não aprendemos a amar no outro,
é o que ainda não aprendemos a amar em nós mesmos.
Meu coração neste momento esta aberto, 
cheio de gratidão pela vida e as pessoas que fazem parte dela.
Boa Noite!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Honre as estações e ciclos da Alma

Existem estações e ciclos em nossas vidas, assim como existem as estações e ciclos da natureza.  Nós nos movimentamos de forma imperceptível de um ciclo para o outro - aprendendo, crescendo, rindo e chorando ao longo do caminho.
Nós aceitamos com alegria e honramos as estações da natureza.  Nós nunca iríamos pensar em puxar as laminas minúsculas da grama no inicio da primavera para forçar o seu crescimento.  Nem iríamos castigá-las por crescerem muito lentamente ou murchas por conta da geada do outono.
Podemos aprender a reconhecer e honrar as estações e ciclos em nós mesmos.  As respostas virão - pequenos vislumbres no inicio, como os primeiros brotos de grama que aparecem.  Em seguida, vem uma série de experiências.  Às vezes vemos imediatamente a conexão e às vezes não. Continuamos a viver nossas vidas...
Então um dia, finalmente vemos. As pequenas lâminas de grama cresceram, criando um gramado que cobre a paisagem. Agora enxergamos as conexões, as lições - e então honramos todos os sentimentos que tivemos e ao longo do caminho.  Agora nos sentimos diferentes, mudados... como novas pessoas. A nova temporada chegou.
E justamente quando pensamos que a maneira que é agora é a maneira como será pra sempre, mais uma temporada começa.  Tão naturalmente, tão imperceptivelmente quanto a ultima.  Esse ciclo, essa nova estação também vai se construir em cima do que já aconteceu, e vai manifestar algo novo.


Existem estações e ciclos em nós, assim como existem na natureza.
Aprenda a reconhecer e honrar as estações e ciclos da alma.




(Essa e uma passagem traduzida do livro Journey to the Heart de Melody Beattie)